A SAÚDE DO IDOSO

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) evidenciam que em 2025 o Brasil terá a sexta população de idosos do globo.

O envelhecimento como um processo irreversível a que todos estamos sujeitos deve ser melhor compreendido principalmente numa época em que nosso país arca com um crescente número da população de idosos, e que junto a isto, possui uma sociedade despreparada praticamente em todas as suas esferas para lidar com esta realidade.

É necessário que a sociedade considere e aceite o idoso como pessoa, sem desconhecer suas necessidades distintas, que devem ser atendidas. O que geralmente se observa é a visão do idoso apenas como alguém improdutivo e doente. Este conceito deve mudar pois, conforme previsões, teremos em 2025 uma população de 15% de idosos, o que corresponderá a aproximadamente 33.882 pessoas com mais de 60 anos.

A população idosa forma uma faixa etária mais sujeita a problemas de saúde, com isso pode-se esperar um aumento intenso de enfermidades crônicas, todas elas com baixa letalidade e alto grau de incapacitação, produzindo, assim, onerosos gastos numa área já tão carente de recursos.

Diante destes fatos, fica claro a necessidade de uma maior atenção a esta população em franca expansão e desassistida. É de elevada urgência que se iniciem programas que voltem sua atenção a estes idosos, que tem diversas vezes suas necessidades e problemas pouco conhecidos, tanto pelo público em geral quanto pelos profissionais de saúde.

Na formação do pessoal de enfermagem deve-se investir amplamente no preparo para a assistência aos idosos, já que são geralmente portadores de diversos distúrbios psico-sócio-econômicos, constituindo-se clientes mais complexos, que exigem do enfermeiro mais tempo para a prestação dos cuidados.

O profissional que atende o idoso, tanto o médico quanto o enfermeiro, deve zelar para que esse consiga aumentar os hábitos saudáveis, diminuir e compensar as limitações inerentes da idade, lidar com a angústia e debilidade da velhice, incluindo o processo de morte.

Deve ainda o profissional estimular o autocuidado, atuar na prevenção e não-complicação das doenças inevitáveis, individualizando o cuidado a partir do princípio de que cada idoso vai apresentar um grau diferente de dependência, diferindo assim a maneira de assistência. Compreender as necessidades sentidas e vividas pelo cliente, e não apenas por aquelas pré-estabelecidas pelo olhar profissional, é essencial para um bom atendimento.

 

O idoso espera do profissional que lhe atende, receber alegria, amizade, tranquilidade, conforto, consolo, felicidade, agrado, carinho e até mesmo levantar sua moral, sair da solidão lhe fazendo acordar para o mundo a sua volta. Neste encontro tem a necessidade de poder conversar e resolver seus problemas através do diálogo.

A perspectiva de assistência e cuidado ao ser humano envolve uma conjugação de sentimentos e procedimentos técnicos. Sentindo-se cuidado e assistido, o idoso desperta para sentimentos e emoções positivas, recuperando a autonomia e retornando à vida.

Vida Saudável