O SURF DE CABELOS BRANCOS.


Tá certo que cada vez vemos mais senhores grisalhos com mais de 40 ou 50 anos quebrando a vala e jogando água ra todo lado, mas por outro lado temos outros tantos coroas não tão habilidosos e que encontram no surf a sua diversão em dias esporádicos, o que não permite que tenham um rip de surf e de remada e isso atrapalha muito na disputa por ondas.
Está cada vez mais difícil encontrar picos sem crowd pra se conseguir dar um surf tranquilo, sem o estresse da disputa por ondas e pros coroas esse é um fator tão desanimador que levou muitos surfistas a abandonarem o esporte que tanto amam.
Nesses muitos anos de surf esse tem sido o principal motivo que tem levado muitos amigos meus ex parceiros de surf a deixarem o esporte.
Eu fico muito triste e revoltado com a falta de respeito de uma galera mais jovem que insiste em querer pegar todas as ondas e não respeitam os cabelos brancos dos surfistas mais velhos. Isso é um reflexo direto dessa nossa sociedade insensível, extremamente individualista e que pensa só em si mesma.
Tanto no convívio diário em sociedade quanto no surf deveria haver um maior respeito pelo membros mais velhos, que já contribuíram tanto pro país ou pro esporte.
Pena que no livro de regras do surf não tem nada em relação a etiqueta ou educação.
Uma das coisas mais bonitas que já presenciei e que gostaria muito de ver aqui no Brasil também são 3 gerações da mesma família de surfistas se divertindo pegando onda juntos, mas com o nível de educação que temos aqui dá até medo imaginar o que aconteceria, com desentendimentos e brigas com outros surfistas.

Respeite pra ser respeitado é uma regra básica do convívio social e isso tem que ser aplicado de forma ainda mais contundente em relação aos mais velhos, afinal todos nós, se tivermos sorte e juízo, também chegaremos a velhice e gostaríamos muito que fossemos respeitados.
Disputar onda ou não deixar um surfista mais velho pegar algumas ondas e se divertir também é uma profunda falta de educação e ética pra com um companheiro do esporte.
Tente se colocar no lugar desse surfista grisalho, barrigudinho ou fora de forma e deixe ele se divertir.
O mar é pra todos, as ondas também, assim como o direito a diversão.
Respeite os “véinhos” e ganhe gratidão e respeito não só dele como dos demais surfistas, e gratidão e respeito não faz mal pra ninguém.

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18 fev 2019


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