Praia do Campeche uma das mais preservadas da Ilha


A praia do Campeche no Sul da Ilha, antigamente chamada de Vila do Pontal, é um bairro charmoso que oferece peculiaridades irresistivelmente atraentes. Durante muito tempo foi uma pacata vila de pescadores e hoje é a segunda localidade mais populosa de Florianópolis.

Distante 16 km do centro da Capital, esta praia oferece boa estrutura para banhistas e esportistas, com escola de surf, restaurantes e lanchonetes, lojas, pousadas e hotéis. Vale a pena desfrutar o lindo visual da praia e aproveitar que o comércio local fica aberto o ano inteiro.  É uma das praias mais procuradas no período da temporada de verão, mas é uma ótima opção em qualquer época. Entre os muitos atrativos do local está a Ilha do Campeche e suas praias de águas transparentes: vale levar equipamento de mergulho. É  a  única ilha do país tombada como Patrimônio Arqueológico e Paisagístico Nacional. Lá existem dezenas de inscrições rupestres protegidas em sítios arqueológicos e acessíveis por trilhas com acompanhamento de guias.

A praia do Campeche oferece ainda outras trilhas incríveis, algumas na própria Ilha do Campeche. A mais procurada é a Trilha do Morro do Lampião. A subida leva mais ou menos uma hora, mas o visual a partir da Pedra do Urubu compensa o esforço. De lá se tem uma das vistas mais deslumbrantes e inesquecíveis da costa leste e sul da Ilha.

CAMPECHE: fatos históricos

O encanto pela Praia do Campeche, que atrai turistas do mundo todo, faz parte da fama da Ilha da Magia que tem histórias e curiosidades que valem a pena conhecer.

Existem duas histórias em relação à origem do nome "Campeche". A primeira delas está associada ao autor do livro Pequeno Príncipe, o francês Antoine Saint-Exupéry, pois muitos dizem que ele se referia ao local como uma área de Campo e Pesca (Champ et Pêche, em francês). Contudo, a versão mais aceita tem origem no século XVIII e é relacionada ao pau-campeche, um vegetal da região que tem uso medicinal e como corante, que foi muito procurado nos anos da colonização.

Porém, o nome da “Avenida Pequeno Príncipe”, é uma homenagem ao francês. Saint-Exupéry deixou o serviço militar e ingressou na Aéropostale que prestava serviços de correio aéreo. Foi quando a praia do Campeche (na época Pontal) teve o primeiro aeródromo em terra, não só para os malotes postais como também para passeios. Por aqui passaram pilotos com muita garra e determinação, já que a aviação estava nos seus primórdios (descobrindo rotas aéreas). Citando alguns pilotos, entre eles Antoni Saint- Exupery, Jean Memoas e Henrique Gmalet, vale a pena mencionar alguns feitos desses heróis franceses como por exemplo a primeira travessia do Atlântico Sul, o primeiro vôo noturno da América do Sul, partindo do campo dos Afonsos e chegando no Campeche. Saint-Exupéry foi designado para ser diretor da Aeropostale no campo do Pacheco (Buenos Aires – Argentina). Fazia escalas com o correio em Montevidéu, Pelotas, Porto Alegre, Florianópolis, Santos, Rio de Janeiro. Segundo registros, Saint-Exupéry também vinha passear em Florianópolis.  Há registros históricos da passagem do escritor pelo local entre as décadas de 1920 e 1940. Em Florianópolis gostava de pescar com os moradores locais. Infelizmente não há registro fotográfico da passagem do piloto pela ilha, mas não faltam histórias sobre a passagem dele por aqui. Na praia do Campeche tinha amizade com um pescador chamado Deca (Rafael Manoel Inácio), que não conseguia pronunciar seu nome e o chamava de “ZePerri”. Em 2001, Getúlio Inácio, filho de Deca, lançou a obra chamada “Deca e ZePerri”, que conta a história dessa bonita amizade. Em 2006, uma sobrinha neta de Saint-Exupéry esteve no Campeche para conhecer pessoalmente Getúlio e sua história.

Para homenagear o visitante ilustre, a principal Avenida do bairro Campeche foi batizada como Pequeno Príncipe, o livro de autoria de Saint-Exupéry, uma história infantil que agrada todas as gerações. A obra foi traduzida para 280 idiomas com mais de 150 milhões de cópias vendidas.

Em 31 de julho de 1944 Saint-Exupéry, durante uma missão a bordo de um   Lockheed P-38 Lightning, desapareceu nas águas do mar Mediterrâneo.  Em 2003, o arqueólogo marinho Luc Vanrell encontrou os destroços do avião. A pista para sua localização foi uma pulseira com o nome do escritor gravado, presa na rede do pescador Jean-Claude Bianco, em 1998. 

Para saber mais confira no YouTube o documentário “De Saint-Exupéry a Zeperri”.

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13 fev 2019


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