Visite a trilha do Gravatá: um recanto mágico, calmo e repleto de histórias!


Visite a trilha do Gravatá: um recanto mágico, calmo e repleto de histórias fantásticas.

QUEM VAI ATÉ A LAGOA DA CONCEIÇÃO ENCONTRA PRÓXIMO DALI UM LUGAR QUE SE ENCAIXA MUITO BEM NO IMAGINÁRIO CRIADO PELA “ILHA DA MAGIA”.

Você viaja no tempo e chega a Nossa Senhora do Desterro, primeiro nome de Florianópolis, na época da colonização açoriana. Os moradores naquele tempo viviam isolados, distantes uns dos outros, em casas muito simples sem luz elétrica ou água encanada e com fogões a lenha. O transporte era feito a pé ou com auxílio de animais.

Muitos moradores da Ilha de Santa Catarina nem sabem que a Praia do Gravatá existe. O nome se dá por causa da planta que está por toda parte da praia, que tem uma pequena extensão de areia de cerca de 60 metros, escondida no costão entre a Praia Mole e a Praia da Joaquina.

Mas quem olha com atenção a partir da Mole para o canto sul, vê um espaço onde não há pedras e repousa uma casa de madeira que é ocupado por pescadores, principalmente na época da tainha que acontece de maio a julho. Logo a pergunta surge: o que tem lá?

A Praia do Gravatá está entre duas das praias mais movimentadas da Ilha de Santa Catarina e a menos de um quilômetro da Lagoa da Conceição. O início da trilha, que leva à praia, não é sinalizado e há poucas pessoas que frequentam o lugar. Ainda assim, não faltam avisos, feitos pelos moradores, para manter a praia limpa e cuidar da natureza deste local quase intocado.

Protegido do vento, Gravatá abriga um mar esverdeado de ondas calmas. A casinha de madeira serve de rancho para os pescadores da região. Mas as principais atrações, que passam despercebidas pela maioria dos visitantes, são as rochas alinhadas misteriosamente, de tal forma que funcionam como um observatório astronômico primitivo, marcando equinócios e solstícios. Não se sabe exatamente quem as colocou ali, mas pesquisadores comprovaram que não estão lá por acaso, nem foi resultado da erosão natural.

Ao chegar no Gravatá, a dica é continuar andando pela trilha à direita, passsando entre duas grandes pedras. Mais à frente, o caminho se divide, um leva até as areias da prainha e outro segue pelas pedras até a ponta do costão. Nos dois lados da prainha há diversas pedras fáceis de subir, um ponto perfeito para saltar na água.

“Estar na Praia do Gravatá e ver o céu azul com o som das ondas quebrando tranquilamente é muito bom. Faz despertar um sentimento de que aquele pedaço de paraíso lhe pertence. Declarou Valceli, natural da Lagoa da Conceição.

 

 

 

 

 

Durante o caminho encontramos lagartos, pássaros, entre eles gaviões e muitas bromélias”, finalizou.

Apreciando a paisagem em 360 graus

Na trilha do Gravatá há três mirantes. Os dois com a vista mais bonita ficam fora da trilha principal. O primeiro é logo no topo do Morro da Mole, e o acesso fica à direita de quem segue em direção à praia. Há duas pedras bem fáceis de subir e que proporcionam uma perspectiva de quase 360 graus que abrange a Lagoa da Conceição, a Praia da Galheta e a Praia Mole. O segundo ponto fica mais à frente, em uma trilha paralela à esquerda da principal. Há uma grande pedra que exige um leve exercício de escalada, mas que te deixa mais alto que as árvores próximas. É um visual lindo do Gravatá, com sua água límpida (ao lado). O último mirante é logo em seguida e fica na própria trilha, de frente para a praia.

   


Como chegar?

Início na Estrada Geral da Barra da Lagoa, na altura do antigo Latitude 27, mais ou menos na metade do caminho entre o Retiro da Lagoa e a Praia Mole. Uma placa da empresa Parapente Sul costuma indicar a entrada. Apesar de o trajeto começar morro acima, o nível da caminhada é leve e não exige grande preparo físico. 

Trilha
O que levar: boné, protetor solar, repelente, água, lanche, traje de banho, toalha, câmera fotográfica

Dificuldade: leve

Tempo de caminhada: 30 minutos

Percurso: 1.400 metros 

Estacionamento

Não estacione no acostamento da SC-406. Deixe o carro na Avenida Prefeito Acácio Garibaldi, que leva à Joaquina, ou em algum estacionamento por perto. 

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01 ago 2017


Por Malu Monteiro
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